Espiritualidade de Cristo, um modelo integral para a igreja atual

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Quando olhamos o modelo de espiritualidade vivido por Jesus percebemos o quanto a igreja atual precisa revisitar o exemplo deixado por ele.

Nos dias atuais a igreja tem transformado a prática da espiritualidade em uma busca mística de manifestações e experiências guiadas por “gurus” espirituais, experiências estas totalmente desconectadas da realidade.

Quando tomamos como modelo a espiritualidade de Cristo, conseguimos identificar alguns aspectos que têm sido colocados em segundo plano e em alguns casos até mesmo ignorados pela igreja a atual.

A espiritualidade de Cristo era marcada pelo reconhecimento de sua total dependência do Pai. Por diversas vezes o encontramos em momentos de oração pedindo a direção, alento, renovo de forças. Isso era prioridade em sua vida poie ele tinha consciência de que enquanto plenamente humano não seria capaz de cumprir a missão que lhe havia sido confiada sem permanente companhia do Pai.

A igreja atual muitas vezes tem buscado uma espiritualidade autônoma muito mais dependente de projetos, estratégias, modelos e campanhas do que do próprio Deus.

A espiritualidade de Cristo era fundamentada em uma relação direta e intima como o Pai sem a necessidade de mediadores. Ele tinha livre acesso a Deus e por conta disso tinha clareza na percepção de Sua vontade e manifestação de Sua presença.

A igreja atual tem baseado sua espiritualidade na ação, orientação e experimentação de mediadores humanos autointitulados através de uma hierarquização espiritual, deixando de lado a mediação do Cristo e sua palavra revelada.

A espiritualidade do Cristo era marcada pela solitude. Jesus não precisava e nem procurava câmeras, holofotes e tapinhas nas costas para a prática de sua espiritualidade. Ao invés disto preferia a solidão ou no máximo a companhia de amigos próximos como na transfiguração ou no Getsêmani.

A igreja atual tem transformado a espiritualidade em um espetáculo público na busca de mais adeptos, muitas vezes tratando a espiritualidade como um produto disponível na prateleira pronto para ser utilizado.

A espiritualidade de Cristo envolvia todas as áreas de sua vida. Isso fica claro nos momentos em que deixa a multidão para descanso, quando investe tempo no relacionamento com os discípulos os chamando à parte da multidão para terem um tempo a sós ou mesmo quando ensina sobre dar a Cesar o que é de Cesar e a Deus o que lhe pertence.

A igreja atual tem restringido a espiritualidade a questões ligadas a áreas dissociadas do cotidiano como se ela fosse apenas um compartimento a existência do ser humano.

Por fim a espiritualidade de Cristo produzia resultado na vida de outros. A prática e experiência vivenciadas por ele na intimidade repercutiam na sua relação com a comunidade que o cercava. Não era uma espiritualidade voltada para si mesmo, mas para as necessidades do outro.

Enquanto a igreja atual não perceber que espiritualidade tem haver não somente com a relação com o Pai, mas também com a relação e transformação da realidade do outro, ela ira fazer pouca diferença no contexto onde esta inserida.

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