Concílios Ecumênicos

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Na história eclesiástica, os concílios têm desempenhado um papel de destaque, sendo aceitos como autoridade, juntamente com as Escrituras Sagradas, as afirmativas dos pais da Igreja e os pronunciamentos ex cathedra dos papas. A autoridade dos concílios pesa até mesmo sobre os papas. A interpretação de suas decisões é crítica, e sínodos são organizados como corpos interpretativos.

As listas dos concílios ecumênicos variam, segundo dois conceitos diversos acerca do que está envolvido em um concílio ecumênico. No passado, seguindo o sentido da palavra ecumênico, a idéia era que um concílio era ecumênico quando contava com representantes de todos os grupos cristãos. Com o tempo, porém, desenvolveram-se outras idéias a respeito. A primeira segue essa idéia original. Mas a Segunda afirma que um concílio ecumênico consiste, essencialmente, em contar com a cabeça e os membros, isto é, o papa e outros representantes eclesiásticos. É lógico que isso representa um desvirtuamento da expressão. A função declarada, primária, é a interpretação fiel da fé tradicional. E, de acordo com a igreja Católica Romana, nenhuma declaração conciliar é considerada válida sem a chancela papal. A verdade, porém, é que desde a divisão entre Igreja Católica Romana e Igreja Ortodoxa Oriental, e, mais tarde, com a Reforma Protestante, um concílio verdadeiramente ecumênico tornou-se muito difícil. Quando há um concílio católico romano, ortodoxos gregos e protestantes enviam apenas observadores, sem nenhuma voz ativa válida. As assembléias protestantes equivalentes também só contam com observadores de outros grupos cristãos. Não há que duvidar que um dos alvos do moderno movimento ecumênico é sarar essa situação de divisão. Mas, a divergência é muito profunda e radical para permitir a unificação da cristandade, sobretudo porque o grupo cristão mais numeroso, a Igreja Católica Romana, só aceitaria unidade em torno do papa; e isso, pelo menos até o momento, tem sido considerado inaceitável por ortodoxos e protestantes. E ainda que, em algum futuro imprevisível, tal unidade organizacional fosse possível, podermos ter a certeza de que sempre haveria grupos cristãos dissidentes, que se aglutinariam em torno das Escrituras Sagradas cristãs, exclusivamente.

Concílios Ecumênicos

1.   Nicéia I (325 d.C.), quando foi formulado o credo niceno, em   oposição ao arianismo.
2.   Constantinopla I (381 d.C.), que elaborou o credo niceno,   definindo mais explicitamente a divindade do Espírito Santo.
3.   Éfeso (431 d.C.) que definiu a unidade pessoal de Cristo, bem   como a Virgem Maria como Theótokos (mãe de Deus), contra o nestorianismo.
4.   Calcedônia (451 d.C.), que definiu as duas naturezas de Cristo e   as relações entre elas.
5.   Constantinopla II (553 d.C.), que reafirmou as decisões dos   quatro concílios e condenou os erros de Orígenes e de outros.
6.   Constantinopla III (680-681 d.C.), que definiu a existência de   duas vontades em Cristo, em oposição ao monotelismo.
7.   Nicéia II (787 d.C.), que divulgou a veneração de imagens.

Os vários grupos protestantes afirmam que, por mais importante que tenha sido o papel dos concílios, estes estavam sujeitos ao erro. Pois, de fato, as decisões dos concílios são discrepantes umas das outras, em grande número de casos, sem falarmos no fato de que os grupos protestantes consideram a Bíblia como único guia da fé e da moral. Não obstante, os protestantes de tendências liberais também rejeitam o conceito de uma Bíblia isenta de incorreções, afirmando que a verdade não pode ser reduzida a alguns textos, conformando-se a escritos humanos ainda que produzidos sob inspiração divina ou a decisões de concílios.

A busca pela infalibilidade seria apenas a busca pelo conforto mental, permitindo às pessoas que cessam na busca da verdade, – em vez de prosseguirem nessa inquirição. Entretanto, podemos ter a certeza de que se há discrepâncias bíblicas que afetam questões de números e dados históricos pormenorizados, não há contradições quanto à revelação da verdade. Quando muito, os estudiosos encontram aspectos menos ou mais avançados da revelação, que se tornam complementares, e não discordantes.

Também precisamos admitir que a revelação bíblica não cobre todos os ângulos possíveis. As próprias Escrituras declaram que há coisas que não foram reveladas e que pertencem somente a Deus (Dt. 29.29). Isso dificulta a formação de uma teologia sistemática. Acertamos à medida que incluímos o maior número de facetas; erramos à medida que nos esquecemos dos fatores revelados que devem ser levados em conta. Mas, aquilo que foi revelado, é preservado de erro pela Mente superior que é o verdadeiro autor das escrituras. Foi por isso que o Senhor Jesus declarou: “… e a Escritura não pode falhar” (João 10:35).


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