O Império Carolíngio – Parte I

Após as grandes invasões, o império romano ficou fragmentado. Perante esta fragmentação existe um poder crescente, o reino dos francos. Que agrupava uma considerável parte de território que hoje pertence atual França e Alemanha.
Os reinos dos Francos.
O relato da ascensão franca, juntamente com os carolíngios é extremamente complexo. Em traços gerais podemos dizer que este estava dividido em vários reinos governados por o que se chamavam os “mordomos-mores dos palácios”.
Pelo século VII, dois reinos se destacavam dos demais, Austrásia e Nêustria.
Será Pepino II, mordomo-mor do palácio da Austrásia, quase no final do século VII assume o poder depois de ter combatido os Saxões e os Frísios a norte. Em 719, Carlos Martel, filho natural de Pepino II, combate os Nêustrios e passa a dominar em toda a Austrásia. Foi ainda Carlos Martel que desenvolveu um método, que iria causar algumas antipatias com a Igreja, mas que lhe permitiu organizar um poderoso exercito. Distribuiu o usufruto de terras pertencentes à igreja a nobres e a homens livre e em troca estes deveriam fornecer um guerreiro, armamento e o cavalo. O seu filho Pepino III, o Breve, regularizou este sistema fornecendo uma compensação à igreja sob a forma de pagamento de um censo pelo usufrutuário.
Pepino o Breve segue a mesma política do pai mas insistindo no apoio da Igreja. Protegeu os papas contra os Lombardos. Esta atitude valeu-lhe êxitos incomparáveis. A unificação entre a Austrásia e a Nêustria. A abdicação em 751 do ultimo rei merovingio e a declaração papal de que o título de rei lhe cabia por direito. E quando da coroação papal foi-lhe ainda entregue o título de “patrício dos Romanos”.

Carlos Magno
Pepino o Breve foi enterrado em 768. Quem o substituiu com toda a sua importância foi o seu filho Carlos, o maior de todos, de onde resulta o nome Carlos Magno. É por muitos, considerado um homem genial, grande líder guerreiro, hábil e infatigável, grande diplomata, prudente e imaginativo.
Carlos Magno foi um grande conquistador. As suas quatro mais memoráveis conquistas foram:
Itália. Protege o papa contra o duque dos Lombardos que depois de conquistar Ravena se dirige a Roma. Conquista a Lombardia e faz-se consagrar rei dos Lombardos e abandona ao Papa a Itália central, mas sem a renunciar totalmente.
Alemanha. Efetua conquista a norte e a sul. A norte a Saxônia e a sul, avança até ao Hesse. Um capitular implacável somente deixava aos habitantes a escolha entre a pia batismal e a espada do carrasco. A sua obra só termina em 804, chega nessa altura à Dinamarca.
As marcas de Leste. O caso da Baviera é muito diferente. Trata-se de um país cristão. Em 794 o duque abdica a favor de Carlos Magno, obrigando a família real à vida religiosa. Para proteger estas novas aquisições Carlos Magno derrota os Ávares e invade a atual Hungria, obriga o líder dos Ávares a ser seu vassalo e professar o cristianismo e consolida assim o seu poder a leste.
Espanha. A intenção de Carlos Magno era anexá-la, no entanto a sua expedição fracassou e apenas conseguiu colocar a Marca da Catalunha.

O Império.
Carlos Magno torna-se imperador em 800, idéia apoiada pelos seis conselheiros e concretizada pelo Papa Leão III. Para o Papa conceder o titulo de Imperador a Carlos Magno era necessário torná-lo o seu protetor, um protetor superior aos outros e à distancia suficiente para o não incomodar muito. Tinha ainda a intenção de que Carlos Magno, fosse o imperador de todo o mundo cristão, ou seja, que dominasse o Império Bizantino para assim recuperar a autoridade papal no Oriente. Quanto a Carlos Magno apenas queria ser igual ao basileu, o título do imperador Bizantino.
Depois de coroado restava obter o reconhecimento por parte dos Bizantinos. Estes recusaram e Carlos Magno desencadeou a guerra a norte do Adriático. O acordo apenas se efetuou em 814. Os Bizantinos reconheceram Carlos Magno como imperador e este (Carlos Magno), devolveu-lhes Veneza que lhes havia conquistado. Quando a delegação Bizantina se apresentou, em 814, para dar o seu consentimento, Carlos Magno acabava de morrer, e seria o seu filho e sucessor, Luís o Piedoso, que recebeu o titulo de “Imperador e Augusto” e não o de “Imperador Romano” que os Bizantinos conservavam para si próprios.

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