A Igreja Greco-Ortodoxa (Oriental) – Parte I


O Cristianismo ortodoxo é reconhecido através de vários nomes que designam a sua igreja: “Grega,” “Oriental,” “Ortodoxa,” “Una, Santa, Católica e Apostólica”.
A denominação “Igreja Grega” é usada para descrever os cristãos que se originaram da primitiva Igreja Cristã de língua grega e que se utilizaram do pensamento grego para encontrar representações apropriadas da Fé Ortodoxa.
Isto porque o grego foi a primeira língua da Igreja Cristã antiga. O Novo Testamento e os escritos dos antigos seguidores de Cristo eram em língua grega.
“Ortodoxa” também é usada para descrever esta Igreja. A palavra “Ortodoxa” é derivada de duas pequenas palavras gregas: “orthos” que significa correta e “doxa” significando fé ou glorificação. A sua utilização serve para indicar a convicção deste grupo de que acreditam e glorificam a Deus de forma correta.
Esta Igreja também é conhecida como “Igreja Oriental” para distingui-la das Igrejas do Ocidente. “Oriental” é usado por duas razões básicas: para indicar que no primeiro milênio a influência da Igreja estava concentrada na parte oriental do mundo cristão e para envolver cristãos ortodoxos de outra nacionalidade que não grega. Por exemplo, “russos,” “sérvios,” “romenos,” “ucranianos,” “búlgaros,” “antioquinos,” “albaneses,” “cárpato-russos,” ou de forma mais abrangente, como “Ortodoxos Orientais”
No Credo Niceno esta é eles se definem como como a “Igreja Una, Santa, Católica e Apostólica”: “Una” porque apenas pode haver uma só Igreja verdadeira, com um só chefe que é Cristo. “Santa” porque a Igreja procura santificar e transformar seus membros através dos Sacramentos. “Católica” porque a Igreja é universal e tem membros em todas as partes do mundo. “Apostólica” porque sua doutrina está estabelecida sobre os fundamentos colocados pelos Apóstolos, de quem segundo afirmam, receberam seus ensinamentos e autoridade sem ruptura ou mudança.
O Cristianismo Ortodoxo não está de modo algum limitado ao Oriente pois existem muitos Cristãos Ortodoxos que vivem no Ocidente.
Antes do Grande Cisma
O primeiro momento de ruptura com o ocidente ocorreu nos séculos quinto e sexto, em virtude principalmente do entendimento a respeito da pessoa de Cristo. São semelhantes à Igreja Ortodoxa nascida do Grande Cisma(1054) em caráter, costumes e culto. São elas a Igreja Nestoriana ou Assíria do Oriente, que não aceitou o Concilio de Éfeso e o outro grupo muito maior, intitulado Pré-Calcedoniano, por causa de sua não aceitação do Concílio de Calcedônia (451 AD). As Igrejas pré-calcedonianas incluem a Igreja Copta do Egito, a Igreja Etíope, a Igreja Apostólica Armênia, a Igreja de São Tomé na Índia, e a Igreja Siriana Jacobita de Antioquia. Ao todo contam aproximadamente 22 milhões de fiéis.
A religião cristã foi a principal influência no Império Bizantino, moldando sua cultura, leis, arte, arquitetura e vida intelectual. A harmonia entre as esferas civil e eclesiástica, Império e Igreja, raramente foi quebrada, de tal modo a apresentar um Império Cristão verdadeiramente unificado, um universo Cristão. Este relacionamento sinfônico de fé e cultura é um legado distintivo da Igreja Ortodoxa que mais tarde foi transmitido aos povos eslavos da Europa Oriental e Rússia.
Após o Sétimo Concílio Ecumênico em 787 AD, a unidade básica de fé e vida eclesiástica entre Oriente e Ocidente começou a desfazer-se, devido a uma variedade de diferenças teológicas, jurisdicionais, culturais e políticas. Isto finalmente conduziu ao Grande Cisma de 1054 AD, entre Oriente e Ocidente. Esta divisão infeliz foi agravada até ao ponto de uma completa ruptura na comunicação entre a Igreja Ortodoxa e Católica Romana. Séculos mais tarde, os protestos contra Roma na Europa Ocidental deram origem à Reforma Protestante. Em nossos dias, as Igrejas Orientais pré-Calcedonianas, a Igreja Ortodoxa, a Igreja Católica Romana e as várias Igrejas e grupos Protestantes compõem o largo espectro de Cristianismo.
Após o Grande Cisma o Cristianismo Ortodoxo continuou a progredir separado do Cristianismo Ocidental. Obstinadamente conservador, confiando em seu conceito dinâmico de Tradição, preserva as formas clássicas de vida e dogma cristãos até os dias de hoje. É muito mais uma Igreja “popular,” estreitamente identificada com a vida nacional e aspirações de seu povo. Em países ortodoxos tradicionais é difícil separar a vida religiosa da secular, uma vez que são uma coisa só nas mentes do povo. A Ortodoxia absorveu e em alguns casos ainda moldou as tradições culturais de muitas nações, principalmente no Oriente Próximo, os Bálcãs e Grécia, Europa Oriental e Rússia. É, para muitas destas nações, a religião nacional. Em outras terras, naturalmente, é um grupo minoritário muito pequeno.
De fato, grande número de Cristãos Ortodoxos hoje vivem em repúblicas socialistas secularizadas ou oficialmente ateísticas e dão testemunho de sua fé sob condições de ativa perseguição e intolerância. São verdadeiros mártires da fé.

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