Sua Palavra é o Bastante

Dentro do Sermão do Monte, Jesus vai falar sobre algo muito importante, mas que nem sempre recebe o valor que merece em nossa vida: a validade da nossa palavra.
Ele introduz o tema fazendo um resumo de todo o ensino da lei acerca disto (v.33). Os fariseus ensinavam que a quebra da lei, ou seja, o pecado estava no fato de utilizar o nome de Deus em um juramento e não cumpri-lo. A preocupação maior estava centrada na utilização do nome de Deus e não no cumprimento da palavra. Para eles a quebra da lei acontecia com a profanação e não com o perjúrio. Por isto mesmo os escribas e fariseus criavam várias fórmulas de juramento onde não havia a presença do nome de Deus, fazendo com que o seu cumprimento fosse mais flexível. Existiam assim dois tipos de juramentos: os absolutos, onde havia a presença do nome de Deus e a garantia do cumprimento; e os relativos, que não incluíam o nome de Deus e por conseguinte o não cumprimento, segundo eles, não implicava necessariamente na quebra da lei.
Jesus então vem esclarecer que toda promessa é sagrada, uma vez que o mundo todo é criação de Deus. Com bem declarou o salmista: “do Senhor é a terra, a sua plenitude, o mundo e aqueles que nele habitam”- Sl 24:1. Por mais que o homem tente excluir Deus da sua vida, dos seus negócios, dos seus relacionamentos, isto é impossível. Em Mateus 23:16-22;24 Jesus chama os fariseus de guias cegos, por não quererem perceber algo que está tão claro. Desta forma, o juramento se faz desnecessário, uma vez que homens honestos, e assim devem ser os discípulos de Jesus, não precisam recorrer a juramentos. A sua palavra é a sua maior garantia, ou seja, reforçar promessa com um juramento revela que alguma coisa esta errada. Tiago na sua carta declara que devemos cumprir nossas promessas sendo pessoas de palavra – Tg 5:12. Na ética do Reino, a palavra de uma pessoa representa quem ela é, de tal forma que apenas um sim ou um não bastam. John Sttot indaga: “quando um monossílabo é suficiente, porque perder tempo e fôlego acrescentando algo mais?”
Mas porque a realidade geral não é esta? Jesus responde no final do verso 37: o pecado e a maldade no coração dos homem. O mundo jaz no maligno e ele é mentiroso e pai da mentira –João 8:44. Por isto nos tribunais as testemunhas só falam sob juramento; nos contratos são necessários os avalistas e nos crediários os intermináveis cadastros. Cabe ao discípulo de Jesus mudar este quadro, através de atitudes que são resultado de uma vida transformada por ele. Uma verdadeira conversão a ele e aos seus ensinos.
Fica a pergunta: Temos agido assim? Qual a imagem que o mundo tem a nosso respeito? A nossa palavra vale alguma coisa?
Queira Deus que a palavra de Paulo aos Judeus de Roma não se aplique a nós: “ o mundo fala mal de Deus por causa de vocês” Rm 2:24(BV)

Anúncios

Uma resposta em “Sua Palavra é o Bastante

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s