A Oração Eficaz

“Peçam, e lhes será dado; busquem, e encontrarão; batam, e a porta lhes será aberta. Pois todo o que pede, recebe; o que busca, encontra; e àquele que bate, a porta será aberta. Qual de vocês, se seu filho pedir pão, lhe dará uma pedra? Ou se pedir peixe, lhe dará uma cobra? Se vocês, apesar de serem maus, sabem dar boas coisas aos seus filhos, quanto mais o Pai de vocês, que está nos céus, dará coisas boass aos que lhe pedirem. Assim, em tudo, façam aos outros o que vocês querem que eles lhes façam; pois esta é a Lei e os Profetas.” Mateus 7: 7-12
Esta é terceira vez que Jesus aborda o tema da oração no seu sermão, mas aqui ele ensina a respeito da oração e dos seus resultados.

Perseverança

Pedir; Buscar; Bater: Com estas três palavras ele ensina que a eficácia da oração depende da nossa perseverança. Vale notar que elas estão em uma ordem crescente de atitude. A criança, estando a sua mãe perto e visível, primeiro pede. Caso contrário, ela busca pela mãe. Se no entanto, a mãe estiver inacessível no seu quarto, ela bate. É sobre esta “perseverança infantil”, onde demonstramos ao Pai que realmente desejamos o que pedimos, que Jesus está falando.
Deve ficar claro que não será a nossa perseverança que determinará se seremos atendidos ou não, mas através dela, declaramos a nossa confiança incondicional de que o Pai tem o poder de responder-nos. Desta forma somos moldados a sermos dependentes incondicionalmente de Deus. Aprendemos que se realmente queremos algo, precisamos lutar em oração para alcançarmos o que pedimos. O melhor exemplo disto, é a experiência de Jacó no Vau Jaboque (Gên. 32: 22-30).

A Vontade de Deus

Um segundo ensinamento de Jesus, é a respeito da soberania da vontade de Deus. Alguém já disse que Deus responde às nossas orações de três maneiras: sim; não; espera. Isto se deve ao fato de que assim como as crianças em relação aos seus pais, nós também não temos o mesmo conhecimento do nosso Pai Eterno (Isaias 55:9). Em virtude disto, muitas vezes pedimos aquilo que não é o melhor para nós e por isso não somos atendidos (Tiago 4:3). Assim como um pai que ama os seus filhos jamais atenderá pedidos que venham a prejudicá-los, Deus não atenderá a seus filhos em petições equivocadas, mesmo que isso venha a contrariá-los (Prov. 19:21). O que Jesus garante é que as coisas que serão boas para nós, Deus nos dará. Por isto o chamamos de Pai. O fato de muitas vezes ele não nos conceder tudo o que pedimos, ao invés de demonstrar castigo, é prova do seu amor paterno, que sabe o que é o melhor para os seus filhos. Por isto como filhos sábios e maduros, devemos buscar conhecer o Pai e descobrir a sua vontade que sempre será boa agradável e perfeita para nós.

Instrumentalidade

Ao concluir, ele sintetiza todo o ensinamento da lei, pelo menos no que diz respeito ao próximo. Devo desejar e realizar para o outro o que eu gostaria para mim mesmo. Se o verso 6 é para alguns casos de exceção, este é uma regra geral ( Rm.13:8-10).
Da mesma maneira que Deus usa em muitas situações pessoas para responder as minhas orações, eu devo estar disposto a ser um instrumento nas mãos de Deus para que ele abençoe a outros. Em outras palavras, se eu desejo ser abençoado por Deus através de outras pessoas, preciso estar disposto a ser instrumento das bênçãos de Deus ao outros.

A oração eficaz, nem sempre é aquela em que recebemos tudo o que pedimos, mas aquela onde há a perseverança, a dependência da vontade de Deus, e um coração que esta disposto não somente em ser abençoado, mas também pronto para abençoar.

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