LUMINARES NO MUNDO

No estudo anterior aprendemos que:

  • O discípulo de Jesus tem a função de conservar a qualidade do mundo em que vive.
  • Algumas vezes poderá encontrar dificuldades para realizar esta tarefa.
  • Além de conservar a qualidade, o discípulo deve dar ao mundo em que vive um novo sabor; o sabor de Cristo.
  • Aquele que não vive desta forma como discípulo, torna-se como o sal sem sabor: inútil.
Ainda falando sobre a influência dos seus discípulos em relação ao mundo, Jesus vai se utilizar de uma outra metáfora: “vocês são a luz do mundo”. Para  entendermos o que ele quis dizer com isto, é necessário conhecermos a importância da luz naquele tempo.

Como não existia a eletricidade, durante o dia as casas eram iluminadas pela luz natural através de pequenas aberturas circulares de 30 a 40cm, e durante a noite por lâmpadas, que na verdade eram recipientes de barro, cheias de azeite, sobre o qual flutuava uma chama.. O interior das casas palestinas era muito escuro, por isso a luz tinha um papel de suma importância na vida das pessoas. Jesus então se utiliza de algo que era muito comum, para falar aos seus discípulos da sua responsabilidade num mundo em trevas: Refletir a luz de Cristo.

Há algum tempo atrás quase todo Brasil foi pego de surpresa pela falta de luz. Sentimentos como insegurança, medo e incerteza tomaram conta das pessoas. É num mundo que vive espiritualmente neste contexto que Jesus  nos desafia a sermos luz.

 
TRAZER VISIBILIDADE

Para poder cumprir o seu papel a luz precisa alcançar os lugares escuros, onde ela faça diferença. Não adianta nada acender os faróis de um automóvel durante um dia ensolarado e bastante claro. Da mesma  forma o cristão deve refletir a luz de Jesus além das 4 paredes da igreja. Deve alcançar todos os lugares onde esta luz ainda não brilha. A sua presença deve ser marcante onde quer que esteja. Ele deve ser o referencial, aquele que deve ser facilmente identificado como diferenciado do ambiente em que vive. Num mundo em trevas o cristão deve ser o reflexo da luz de Jesus, de uma forma que isto fique bem claro.  Jesus está dizendo que os seus discípulos devem viver integralmente o cristianismo. Ele os chamou para serem luz do mundo e não da igreja. É muito fácil ser luz onde há luminosidade abundante. O grande desafio do discípulo é ser luz no meio das trevas.

ADVERTIR DO PERIGO

Mas a luz tem também a função de advertir. Os faróis de transito existem para evitar acidentes em locais ou situações de perigo. À noite nas estradas, a luz é utilizada para sinalizar desvios ou acidentes na pista. Em muitas situações o dever do discípulo de Jesus é advertir os que estão à sua volta do perigo que os envolve, se mantiverem a sua vida na direção em que estão. Ele deve ser o alerta, o alarme, para aqueles que não podem perceber o perigo do inferno logo a frente. Em Mateus 7:13 o próprio Jesus diz que “larga é a porta e espaçoso o caminho que conduz à perdição e muitos são os que entram por ela.” Da mesma forma que em uma rodovia a advertência do perigo começa bem antes, o discípulo de Jesus deve se antecipar. Ele deve ser aquele que irá prevenir e não apenas remediar. Em Ezequiel 3:18-19,  essa responsabilidade com aqueles que passam diante de nós diariamente fica bem clara.

INDICAR O CAMINHO

a luz também tem a função de guiar. bons exemplos disso são os faróis em alto mar, os refletores nas pistas dos aeroportos e até mesmo os faróis dos automóveis à noite. não basta apenas mostrar ao mundo que está caminhando em uma direção errada, é preciso mostrar o caminho correto. o discípulo de jesus é aquele que deve ser o exemplo. aquele que indica o caminho correto a ser percorrido por aqueles que estão desorientados e sem referencial. em joão 14: 4, jesus declara aos seus discípulos que eles conhecem o caminho, e por isso devem mostrá-lo aos outros. num mundo em que os exemplos são cada vez piores, o cristão tem o dever de ser um instrumento para redirecionar vidas e mostrar o caminho correto a ser seguido por aqueles que perderam o rumo da felicidade, paz, segurança, etc.

Mas Jesus adverte para o fato de que a cidade que é mais visível à distância, é a que é edificada sobre um monte e não em um vale; da mesma forma que a lâmpada para cumprir o seu papel não pode ficar escondida, mas em um lugar bastante visível. Por isso ele desafia a seus discípulos a “brilharem” diante dos homens, para que a sua luz não se transforme em trevas – Mt 6:23. O desafio do cristão é ser identificado como o foi João Batista por Jesus: “a lâmpada que ardia e alumiava.” João 5:35. O mundo precisa ver em nossas atitudes o brilho de Jesus. Enquanto ele aqui esteve, cumpriu o papel de ser luz -João 9:5- mas depois da sua partida ele deixou seus discípulos para que brilhem como a luz de um farol, como as estrelas do céu, trazendo visibilidade, advertindo do perigo, indicando o caminho, resplandecendo como luminares no mundo – Fp 2:15. Só assim aqueles que estão à nossa volta irão glorificar a Deus, e reconhecê-lo como Senhor.

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