O Mundo Greco-Romano (Política e Economia)

Os constantes conflitos políticos de 133-27 a.C. desintegraram a república e deram origem ao Império Romano. Com a vitória de Otaviano sobre Antônio em 31 a.C., surgiu a nova forma de governo, exercida pelo comandante do exército. Começou então a Pax Romana. Em 27 a.C., o Senado concedeu ao imperador o título de augusto (abençoado), até então atribuído aos deuses; tal título inaugurou o principado e o culto do imperador. Augusto era o príncipe (primeiro) dos romanos e do senado e tinha o imperium, isto é, todos os poderes civis e militares; o poder tribunício conferia-lhe a inviolabilidade ou o caráter sacrossanto e permitia-lhe legiferar; como sumo pontífice era o chefe da religião. Descendente de Júlio César por adoção, Augusto e seus sucessores fizeram de “César” seu nome de família, e por isso foi mais usado para designar a função imperial.
Os imperadores reassumiram o cargo de censor, que consistia em recensear as pessoas e fortunas e em promover novos senadores. Reuniam os dados com o intuito de conhecer a situação do império, para administrar a cobrança de impostos e organizar o recrutamento militar.
Desde o tempo de Augusto as províncias eram subdivididas em senatoriais (Ásia Menor) e imperiais. As províncias senatoriais estavam sob o controle do Senado, que nomeava e enviava os pro cônsules. As imperiais estavam sob o governo direto do imperador, que enviava para lá o legatus Angusti pro praetore; tinham estatuto diversificado e eram subdivididas em: consulares — as maiores e com mais legiões — e procuratoriais — as mais instáveis e perigosas. Além disso, havia territórios que dependiam em grau diferenciado de Roma, numa espécie de protetorado; em regiões mais difíceis, por razões táticas e para recompensar os reis que o ajudaram, Augusto deixou no governo dinastias locais (protetorados revogáveis). As colônias eram constituídas por veteranos do exército que, junto com os municipia, gozavam o direito de cidadania itálica, o direito de propriedade sobre os bens e a isenção dos impostos. A tarefa dos representantes de Roma nas províncias relacionava-se com a defesa das fronteiras e da ordem pública, a cobrança de tri¬butos diretos e indiretos e a administração da justiça para as causas capitais.
Em 29 a.C., para os orientais, e em 12 a.C., para os ocidentais, Augusto autorizou a instalação de assembléias provinciais: não tinham poderes administrativos, judiciais ou legislativos; a finalidade principal das sessões anuais era a celebração do culto imperial, o exame da administração do governador, e as moções ao imperador. A conquista romana reduziu muito as liberdades e os poderes das cidades, mas elas continuaram com suas ins-tituições tradicionais, particularmente as do oriente. O estatuto delas era diversificado; de modo geral podiam escolher seus magistrados, mas o voto era reservado aos cidadãos.
O título de cives romanum — que podia ser hereditário, comprado ou conferido — era necessário para as carreiras admi¬nistrativa e militar, dava garantias na justiça — isenções das penas corporais e desonrosas e permitia o apelo ao imperador.
A economia antiga tinha seu fundamento na escravidão. O escravo era considerado como um bem e não desfrutava direi¬tos. As guerras de conquista multiplicaram o número de escra¬vos; em algumas cidades formavam mais de dois terços da população, dado que incutia temor nos homens livres,
O Império Romano abrangia regiões de costumes e de econo¬mias bem diferentes. No entanto, existia um mundo mediterrâneo com traços comuns (unidade romana e mediterrânea), com produtos agrícolas, artesanato, vida urbana, etc.; a unidade política favorecia o intercâmbio. O vinho de boa qualidade, ao lado do óleo de oliva, era um dos principais produtos comercializados.
Pessoas e mercadorias circulavam pelo império por terra e por mar. Os romanos tinham uma rede de 80 mil quilômetros de grandes estradas. O serviço postal atendia apenas a correspondência oficial; os particulares deviam procurar viajantes que levassem suas cartas. Os ricos tinham seus escribas, ao passo que os pobres recorriam a um escrivão público.
O grego Koiné (comum) era não somente a língua da cultura e da filosofia, mas também do comércio internacional. O latim, língua de Roma e posteriormente do ocidente, era a língua da administração e do direito.
A Antiguidade não se interessava pela criança enquanto tal: era um ser a educar para que se libertasse o mais cedo possível da condição infantil e entrasse na idade adulta.

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